Há tintas que servem apenas para preencher uma superfície. E há tintas que carregam, dentro de si, o peso de uma civilização inteira. O nanquim pertence a esta segunda categoria, e talvez seja por isso que, sempre que o utilizo, sinto que estou tocando algo bem mais antigo do que o próprio gesto que faço. Uma tinta nascida de fumaça A história do nanquim começa na China, há mais de dois mil anos, num tempo em que escrever e desenhar ainda eram, praticamente, o mesmo ato. Os a